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JORNAL DE ANGOLA ANUNCIA A PUBLICAÇÃO DO LIVRO DE SAN PEDRIMBI "SOMOS A CULPA"

10:44:00
Foi anunciada pelo Jornal de Angola, a publicação do livro de San Pedrimbi intitulada Somos A Culpa na Edição de Sábado/ 23 de Dezembro, 2017.
Edições Novembro
Pág. 29 - Cultura
Edição: Sábado, 23 de Dezembro 2017


Director: Victor SilvaDirector Adjunto: Caetano Júnior

CULTURA

Problemas sociais abordados em livro

Manuel Albano
O terceiro livro de contos, em formato digital, da autoria de San Pedrimbi intitulado  “Somos a culpa” que vai estar disponível de forma gratuita, é lançado amanhã, em Luanda, no portal oficial do autor.



Autor lança amanhã o seu terceiro livro na Internet
Fotografia: Domingos Cadência | Edições Novembro

Em declarações, ontem, ao Jornal de Angola, San Pedrimbi disse que o livro tem um único conto, dividido em três estórias sequenciais, nas quais o objectivo é reflectir sobre alguns comportamentos adoptados por alguns membros de família, que podem ser prejudicial para os filhos.
A busca do equilíbrio nas metodologias de transmissão dos valores morais, cívicos e socioculturais tem sido muitas vezes descartada por parte de quem tem a missão educativa, razão pelo qual o autor narra no primeiro conto a estória de vida da adolescente Zita.
San Pedrimbi explica que a jovem de 14 anos foi muito mimada durante os primeiros anos de vida pela mãe Zara. O excesso de mimos provenientes da falta de limites prejudicou no desenvolvimento da adolescente como um todo, incluindo as poucas hipóteses de vencer na vida. A segunda narrativa aborda a vida do adolescente Túlio, de 14 anos, que sofre maus-tratos  da empregada de casa, enquanto a terceira cena narra a problemática do alcoolismo nas sociedades, aconselhando as autoridades a continuarem a reforçar os mecanismos de inibição do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, principalmente entre os jovens.
San Pedrimbi disse que os leitores vão poder consultar o livro na sua página oficial www.sanpedrimbi.blogspot.com.




SOMOS A CULPA

17:54:00



Somos A Culpa é um livro de literatura juvenil, ficção de San Pedrimbi, que narra a história de um escritor que estava perto de perder o seu único emprego por um passado terrível que o deixava com bloqueio mental. A editora quis demiti-lo como fez com tantos outros escritores para dar espaço aos novos criadores, aos novos contadores de histórias. Num certo dia decidiu então arrumar as coisas que estavam onde trabalhava e ao caminhar, ao regresso de casa, acabou por encontrar-se com uma senhora deitada ao lado de um contentor do lixo perto de sua própria casa. A senhora de nome Zara de 43 anos de idade, havia brigado com a filha rebelde adolescente de 16 anos de idade que tinha desmoronado a casa toda e transformou-se no monstro que é, por um grave erro na infância. O escritor de nome Ulisses torna-se amigo de Zara e com o tempo conquista a filha adolescente rebelde que o pediu ajuda para encontrar o seu colega Túlio Vulto de 14 anos idade que sofre nas mãos de Sílvia, a empregada doméstica, e que programa a sua própria morte correndo-se o risco de ser sério se Ulisses não chegar a tempo de o ajudar tudo porque os seus pais que saíam de casa às 6horas para o trabalho – enquanto ele dormia – e só voltavam às 18horas em casa – quando este já dormia também – não confiavam-no. Com a participação nos factos desses adolescentes, Ulisses Apolo Belchior, inspirado, escreve um livro para garantir o seu espaço no emprego.


SOBRE O LIVRO SOMOS A CULPA DE SAN PEDRIMBI

11:19:00



Vivemos numa época muito modernizada em que até os próprios pais já não nadam contra a maré. Adaptaram-se às condições da modernização. Não foram e nem vão contra a modernização. Uns até vivem apoiando o mundo actual porque facilitou-os nos cuidados de sua família.
Outrora havia mais diálogo no interior das famílias, havia sentadas, passeio familiar em conversas do passado de como fora a infância ou a adolescência dos pais e dando exemplos relacionados ao mundo moderno. Não podemos esperar um resultado positivo no final do ano lectivo quando sabemos o que fazemos de negativo ao longo desse ano.
Ser pai é ter uma função relevante dentro da sociedade. Os filhos são cuidados não para sempre porque depois vem a sua independência. No entanto, a essas fases onde os filhos passam, são da inteira responsabilidade dos pais.
Não devemos esperar laranja quando plantamos limão. É muito normal que haja isso que chamamos de mesada mas não ocultando aquilo que é o esforço para dar surgimento a essa participação para os filhos.

Actualmente os pais são do tipo de menos conversas e mais trabalho.
Do que se espera de um filho que quando criança não aprendeu o valor das coisas, não teve limites em seus actos? Deixamos a onda levar-nos e passamos a vida a culpabilizar a fase dessa vida, a adolescência. Só não sabemos que nós mesmos é que prevemos a adolescência do nosso filho. A adolescência é uma fase onde as exigências já não fazem sentido. Os que têm maior relevância nesta fase são os diálogos, as conversas sinceras de pai para filho e de filho para o pai. Imagina quando na infância não se coloca limites, não se conversa do passado dos pais, não se importa em conhecer as amizades dos filhos, não se há um acompanhamento escolar, não se dá a conhecer dos valores que as coisas têm, quando dá-se tudo enfim quando não se há exigências, como será a adolescência, a vida adulta desse filho? Será impossível prevê-la? É possível verificar os nossos erros.
Mais tarde verificamos a problemática adolescência onde inserimos os nossos filhos pelas lacunas deixadas por nós. Criámos filhos problemáticos, revoltados e frustrados perdendo-os para as drogas, prostituição, vemos filhos indo fisicamente contra os pais, filhos que nada sabem fazer até ensaboar a sua própria roupa.

Por outro lado aconchega-se a questão da confiança. Se os pais não confiam nos próprios filhos a quem mais confiarão? Deve-se colocar confiança aos filhos, devemos mostrá-los que estamos ao seu lado para qualquer coisa que vir acontecer. Isso refere-se ao diálogo. Os pais acreditam mais nas bocas de fora do que nas de dentro. O que as pessoas acham dos filhos que contam mais coisas aos amigos do que aos pais? Falta de confiança no meio. Criar filhos não é fácil. E o mais difícil ainda é educá-los. É necessário bastante tempo para atenção e paciência para tal.
O mundo mudou e com o passar dos tempos faz-se sentir isso que chamam de direitos iguais. Deve existir sim e não se nega, mas deve haver circunstâncias em que a questão de direitos iguais deve estar longe. Refiro-me aos cuidados e a educação dos filhos. Já o pai trabalha das sete às dezoito e só há tempo para os filhos aos finais de semana, porque deve-se ter direitos iguais de trabalho, a mãe segue o mesmo caminho? E agora, quem cuida dos filhos? Eles próprios se cuidarão? Depois de crescidos já na adolescência, são os pais que os mandarão ou eles próprios se mandarão?
São questões que devem ser reflectidas após da leitura de SOMOS A CULPA de San Pedrimbi.

É um pequeno mas grande livro para pais e filhos, sobretudo pais porque são os erros menos velados por eles, assim como achar que a televisão e a internet educarão os seus filhos. O trabalhar sim é para o sustento dos filhos, todavia não é o salário que os educará. Deve haver tempo reservado para eles e como foi citado a cima, deve haver muito diálogo para o desenvolvimento da confiança.
O livro de San Pedrimbi de género narrativo embora sendo uma ficção porém pela facto de ser verosímil, aborda todos esses assuntos com pormenores puxando reflexões aos pais e filhos.
Deve-se haver mais responsabilidade e se poder, estudos, quando recebe-se a notícia de que seremos pais para não estarmos a colocar crianças no mundo que mais tarde tornam-se adolescentes rebeldes, frustrados enfim e tantos outros adjectivos péssimos que um filho deve receber tudo por culpa dos pais. O livro de San Pedrimbi narra a nossa realidade. Essas histórias embora fazem parte da ficção literária, também são reais. Leiam o livro e reflictam.


“O autor San Pedrimbi”

UM DEFENSOR DETIDO – O DESPERTAR E A REVOLTA DE UM POVO OPRIMIDO

03:44:00




Em épocas difíceis de se viver em Angola e pela má governação, pelo enriquecimento de uma só família, por acto de nepotismo, por opressão, prisão e condenação a quem reivindica os seus direitos, o autor San Pedrimbi, dá luz à sua imaginação, e por intermédio dela nasce uma ficção política.

Jinzéu é filho de Marcos Kimbundo – um senhor muito bem informado que não consegue passar muito tempo sem estar informado sobre o seu país. Têm uma vida normal em sua terra natal chamada Angola, mas o que deixa perturbado e exausto o seu pai, é o sofrimento do povo causado por políticos falsos, por um presidente ditador.

O sonho de seu pai era criar um grupo de pressão para estudar melhores estratégias para puder despertar o povo e derrubar o ditador. Mas quando pelo regime ele é ameaçado e silenciado com carro e casa envenenada, fica hospitalizado por substância imprópria no seu organismo e, este sonho é realizado pelo seu filho Jinzéu, que quando termina o Ensino Médio, prefere ficar um ano em casa para descontrair-se enquanto o seu pai já tinha uma proposta para ele, que era de estudar direitos humanos em Brasil mas ele estava indeciso.
Contudo, tudo muda quando ele veja ao vivo num espectáculo, o assassínio de dois jovens revolucionários e do seu grande amigo Muenexi.        
Luanda, 2020



 
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