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QUANDO OS PÁSSAROS MORREM

03:58:00



















Sufocados e sem poder voar. Aprisionados nas mãos gigantescos de um malvado infeliz que procura a felicidade nas coisas que não tem. Eles clamam por ajuda. Imploram para que tenha alguém de boa fé ouvindo as suas vozes — que reaja.
Os cantos começavam a perder as belas vozes agudas que acordavam os que não têm o despertador, aliás, eles eram os seus despertadores sem valor.

A natureza intristesida e cabisbaixa, tão caótica que pedia explicações com lágrimas secas do porquê que dos pássaros já não se ouviam aqueles adoráveis e pequenotas vozes brilhantes que pairavam todos os santos dias no ar refrescante que pela mesma causa adoeceu.

Que lindos pássaros perdedores! Que lindas vozes mortas!
A mão gigantesca libertou os pássaros, mas já sem fôlego para
cantar, sem vozes para pairar, e com o corpo sem vida. Mas que maldade!

Chora de tristeza, choram as árvores. O céu entra em luto nublando as núvens, e chorando com fortes chuvas grintando com fortes trovoadas. Quando os pássaros morrem, a natureza se instala num clima de tensão e não mais produz felicidade porque tiraram dela as vozes belas que pairavam e deixavam o sol alegre e brilhante.

ASSIM COMO UM PÁSSARO, DEIXA-ME PAIRAR NO AR

03:56:00



















Nascemos livres, tristes e alegres. Há quem nem chora quando nasce, há que sorri quando nasce e depois de meses ri. Não sou mulher é óbvio, não me lembro como nasci, mas disseram-me se chorei ou sorri. Nunca nasceremos chorando até o fim, sempre choramos, quiça pelo susto quando sentimos o calor daquela naqual estávamos dentro dela e de tanta gente estranha, e não só, também do mundo que pela primeira vez nos deparamos. Nascemos livres, tristes e alegres.

Com o passar do tempo toda aquela graça vai se perdendo, toda liberdade que a gente tivera no dia em que nascemos é aprisionada por aqueles que a gente viu em nossa volta quando demos o primeiro choro, o primeiro grito, o primeiro sorriso...
São eles mesmos que aprisionam todo o nosso sorriso, toda a nossa liberdade.
Contudo, porfavor, eu vos peço:

Deixem-me sorrir do tipo quando vim para este mundo, deixem-me chorar menos porque quando nasci, sorri mais do que isso. Me dêm a minha liberdade. Assim como os pássaros que pairam no ar, deixem-me livre para que eu possa voar e respirar.


UM LOUCO PARTINDO PRO OUTRO LADO

03:50:00




















Um louco exótico para os loucos que alegam não serem louco. Mas quem chama de louco a um, é porque também é.
Eu vou para o outro lado. Caminho em passos lentos. Vejo crianças gemendo de fome, famintas, vejo amores nos desamores, vejo gostos nos desgostos. Mas o meu caminho é sempre em frente.

Eu com o meu capuchinho preto, mãos nos bolsos do mesmo, vou para lá, noutro lado. Traições por capital, mortes por capital. Ah, não, esqueci-me. Neste lado é onde residem carnes falantes com ossos que fazem-no mover, um motor carnal no lado esquerdo, cabeças grandes mas sem crânio, e são todos adoradores de dinheiro.

Convivi por mais de Trinta anos, contudo não aprendi o que é auto-estima e o amor ao próximo. Apenas aprendi o que é se desrespeitar para ter e que o dinheiro fala mais alto.
Estou indo bem longe daqui, não mais voltarei não. Estou indo pro outro lado com a minha loucura bem instalado por não aceitar viver do jeito que eles vivem.
Jamais entenderão um Eremita.


Eu não pertenço ao mundo.

DEIXE QUE O MUNDO TE JULGUE, TE CONDENE, TE MATE, MAS...

03:48:00



















Em função dos teus trabalhos realizados, sei que não darás prazer a todos de um modo agradável. Por isso, em contra, serás apedrejado, julgado, condenado e muito mais ainda. Sem fé no que estás a fazer, é como um cônjuge caído na controvérsia, sem pejo em seus rostos, na desconfiança. É perca de tempo continuar casado sem haver confiança em ambos os lados. Com isso, primo em dizer que, é perca de tempo continuares a lutar por algo que não acreditas e que um dia pode germinar consequências graves.

Com fé, ainda que germinar graves consequências, a dor do apedrejamento, do condenamento, do julgamento e demais actos do género, não será a mesma: pela razão de os fazeres conscientemente. E mais, sem fé, pode ser o quão for dedicado o seu esforço para a realização de um trabalho, o mesmo será nulo — morto. Fazer sem fé, é abortar um filho sem antes tê-lo em ventre. Melhor dizendo, plantar em mente de nunca puder tê-lo — matar a esperança.

Se é realizar o seu trabalho consciente do que se faz e do que virá como consequência para o mundo te julgar e matar, sê forte, as dores ao vivo e bem perto da morte mexe com o raciocínio de qualquer indivíduo. Mas mesmo assim, nunca se venda. Desistir também trará um grandioso pesado na consciência porque o fizeste na fé.

Há um monte de coisas no mundo que na sua maioria, a gente vê como algo normal. Cuidado! Neste mundo nem tudo é normal. Talvez por estar-mos em longa distância com o livro que nos ensina de modo eficaz, a viver neste mundo. Quando estares, não CemPorcento ligado a ele, porém, alguns porcentos, seberás que vives num mundo totalmente anormal, e que por trás desta anormalia há alguém que os encaminha numa estrada coberto de nuvoeiro — Trevas.


Por isso, deixe que eles te apedrejem, te julguem, te condenem, te matem, mas nunca se venda.

 
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