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A TRAGÉDIA NA PÁSCOA

13:03:00

O medo já não tinha lugar em mim, o vácuo que se encontrara cá, preencheu-se com a vingança.
Eu ia às pressas. O clima estava tão fresco que se ele ficaria a saber que eu me encontrava  em sua frente, o seu mundo aqueceria em segundos.
Havia tanta enchente nas ruas, famílias em andamento, outros em carros. Era um dia santo que estava prestes a tornar-se macabro.
Duas armas estavam na cintura. O casaco preto ocultava o meu rosto que há anos se mostrava ser gemebundo, mas neste dia estava decidido criar o tumulto que nunca havia acontecido numa época como esta.
Anos antes.

A minha família era dona de um vasto espaço de terreno, que muitos investidores estrangeiros chegavam com propostas assustadoras mas o meu pai não deixava ser convencido porque tinha um projecto futuro para os seus futuros filhos.
Eu tinha cinco anos de idade e era filho único.
Várias vezes um padre chegou a acrescentar os preços para a compra mas os meus pais não deixavam que lhes tirassem as terras.
O padre tinha um projecto em pensamento que na realidade seria fértil naquela terra.
Depois de tantos meses, mas ninguém vinha.
Eu em brincadeiras com os amigos, via os pais correndo para tirar os filhos e levá-los depressa para dentro de casa. Crianças como eu em gritos fortes chorando mas eu parado naquele tumulto querendo perceber do que se estava a passar. Ouvia pisos de cavalos e tiros pelo ar, gritos de pais e mães.

A minha mãe em Azáfama tirou-me e correu para dentro. Trancou a porta. Chegou uns homens batendo a porta desrespeitadamente. O meu pai saiu e encostou a porta.
Nós de dentro Ouvíamos eles nas discussões.
— Nós lutamos para conseguir essas terras, como do nada me insistes que devemos-lhes a ti?! — Alterou-se meu pai.
Depois dessas palavras ouvimos dois tiros.  — Ponham-o no saco. — Disseram.
— Não!— Minha mãe deixou-me dentro e fora p'ra lá.
Abri a porta espreitando, e estavam homens armados juntos do padre. As casas estavam todas derrubadas.
Meu pai no chão abraçado pela minha mãe chorando.
— Tirem ela daí — Disse o padre.
— Não, não — Dizia ela chorando.
Os homens, brutalmente tiraram ela de cima e foram-se junto com ele. Eu sempre espreitando, enquanto a minha no chão chorando lágrimas secas.
Após alguns instantes, caminhões de contentores vinham, todos foram colocados lá incluído nós. Tudo fechado. Não víamos para onde éramos levados.
Depois desta enorme viagem abriram os contentores. Era uma área de muito lodo.
As nossas coisas chegaram mais tarde. Começamos a construir mesmo aí.
Vivemos anos, alguns foram fazendo família e outros foram crescendo. Havia um tempo que esquecemos do que havia se passado. Mas um desses dias me reuni com os outros da minha época. Nos preparamos para vingança.
Assistíamos sempre à tv e o programa cristã era numa igreja no nosso antigo bairro. Aquela igreja era o centro.

O mesmo padre que há anos distruiu-nos, é o mesmo que dirigia o culto da igreja. Foi anunciado a semana  Santa e o dia em que todos os caminhos  dariam àquele local.
Naquele exacto momento o caminho era direito à igreja. Todos nós que no passado éramos inocentes. Agora estavamos a ir vingar-nos do que no passado sofremos por eles.
Apenas sete pessoas foi suficiente para o tumulto na igreja.
O culto era dos maiores. Havia bombeiros, polícias em todo lado para garantirem a segurança dos crentes.
Entramos na igreja e lá no altar estava o padre. Para não nos acharem excêntricos, mostramos o samblante livre de vingança.
— O bairro está bonito. — Disse um de nós.
— Está mesmo. — Concordei.
— Dois na porta. Outros dois, um no meio do banco da lateral direita e outro na esquerda. — Ordenei.
No momento oportuno, outros dois lançaram gás lacrimogénio e logo em seguida criou-se um tumulto. No meio daquela fumaça apareci a um metro de distância do padre.
Pessoas saiam correndo para fora da igreja. Era tanta enchente que alguns eram pisoteados.
O Padre fitou-me nos olhos e eu o mesmo. Fitamo-nos por dois minutos.
— Você! — Após ter-me reconhecido, disse espantado.
— Tu és o garoto...— Continuou. — Oh misercódia!
Tirei a arma e apontei-lhe.
— Não, não! — Instantes de medo, arrependia-se. Foi o mesmo não que a minha mãe gritou à morte do meu pai.
A igreja já estava vazia.
— Saiam todos e se misturem ao povo. — Ordenei aos meus homens e lá se foram. Ouvia o som do automóvel da polícia aconchegando-se. Agora só estavamos nós os dois.
Manipulei a arma e dei ao padre.
Sem entender, segurou-a e apontou-me. Eu estava disprevinido com as mãos no ar.
— É vingança? Morrerás do mesmo jeito que eu matei o seu pai. — Disse.
Logo a polícia entrou armada. Nós no altar, a polícia na entrada da porta, sem mais dar um passo, ordenou um deles:
— Larga a arma! Larga a arma, senhor.
O padre nada entendia. Arma apontada em mim e não querendo ouvir a polícia. Foi tudo muito rápido. Apertou o gatilho e não havia bala. Logo que os policiais notaram que apertou o gatilho, dispararam e fiquei logo me deitei no chão.
Padre caído no chão, todo esburacado. Vingança feita.

EXCEPTO MERETRIZES

12:58:00


No bairro há tantas viciadas em dinheiro e por isso fazem troca do orifício pelo valor monetário.
Meu defeito é sentir náuseas por perto de meretrizes. São nojentas pelo que fazem. Não só por, socialmente, pelo trabalho que fazem, ser caraterizado como  disparates às outras mulheres. Do lado subjectivo, eu sinto nojo.
Após a tarde cair e deixar que se levante a noite, eu estava completamente aflito. Eu queria fazer alguma coisa.
Passei todo dia distante de casa, mas quando chegara, o saldo do cartão da Dstv havia esgotado-se.
Estar só em casa, olhando às paredes é função de prisioneiros e como consequência trás problemas psicológicos.

Decide sair na mesma noite. Noutro lado, após passar a linha ferria, há uma loja da Dstv que se dispede dos clientes às vinte e três horas.
Olhei para o relógio, eram vinte e duas horas.
— Ainda há tempo. — Disse.
Passei a linha ferria. Havia inúmeras lojas naquele lugar, umas abertas outras fechadas.
Ao chegar, pareceu-me estranho.
— Como possível a loja não estar aqui?! — Disse espantado.
Decidi fazer a contagem das lojas.
— A penúltima loja tem que ser da Dstv.
Quando cheguei na penúltima, foi inacreditável no que vi.
— Não. Parece que hoje estou com problemas de visão. — Fiquei estático fitando a loja e continuei — Como possível não haver loja aqui? Onde foi parar? — Manifestei-me no interior.
As portas, as janelas, as tv's, os balcões. Tudo. Não havia mais nada. A não ser as luzes e umas jovens aí.
— O que procuras, moço? — Questionou ma jovem decente de pele escura, tranças sanguita dentro da ex loja.
— Sabes onde fica a loja Dstv?
— Não. Acho melhor perguntares àquele segurança.
— Hã, está bem. — Disse. O segurança se aproximava.
A gente conversava há uma distância de dois metros. Eu fora, ela espreitando pela janela.
— Ele está grandinho, não é? — Disse ela.
— Quem? — Fez um gesto com a cabeça indicando um menino de cinco anos que vinha correndo. — O seu filho. — Acrescentou. Fiquei espantado. Um senhor chegou pegou o menino e foi-se. Ela ficou rindo de mim e disse: — Te assustei não é?
— Sorrindo, lhe disse: Muito mesmo.
Saiu da loja foi até em mim e perguntei-la seu nome. Disse-me e começamos a conversar simpaticamente. O segurança desviou. Depois daí já estavamos a ir em minha casa.
Àquelas horas as farmácias já estavam fechadas.
— Tens aí preservativos? — Perguntei-a.
— Sim, tenho. — Respondeu. Fiquei espantado.
— E por que anda com eles?
— O meu namorado não gosta de comprar preservativos, comprei e me esqueci de deixar em casa.
— O que fazias ali?
— Estava a espera dele. Mas ele não virá mais.
— Pronto. O meu prato está servido. Mesmo sem tv hoje farei novela — Disse dentro de mim e comecei a sorrir.
Depois de passar-mos a linha ferria, faltava apenas mais duas ruas para chegar-mos em casa.
— Sabes o quanto valho, não é? — Questionou ela. O que ela queria dizer com isso?
— Como assim? — Indaguei-lhe.
— São três mil.
— És prostituta?! — Parei de andar.
— Não é ser isso. É o trabalho que eu faço. Vais gostar.
— Já não vamos em minha casa!
— O quê?!
— Achas que eu tenho tempo de penetrar com prostitutas?!
— Não me ofendas. Tá bom fica por dois mil.
— Que nojento! — Disse dentro de mim.
Desviei o caminho e estava a entrar numa rua mais escura. Ela continuava a seguir-me.
— Não siga-me. — Dei-lhe broncas.
— E quem vai pagar o trajeto? Foi você quem me trouxe aqui. — Reivindicou.
Entrei num beco e pus-me a correr. Olhou para o beco e nada viu. Estava tudo escuro. Voltou e fui para a casa.
Que sorte minha!


Se tivesse feito sexo com ela, iria acordar com a boxa ejaculada. Foi bom ter-me despertado do sono e o sonho ter parado por aí.

ESSA ESCRITORA É LOUCA 2

04:01:00



















Hoje bebo e como nas mãos dessa Escritora louca. Sou rico como ela é, apenas mantendo um segredo entre a gente.
Depois de ela levar-me até o seu quarto para terminar-mos o que havíamos começado por me incitar com aquela obra de frases para maior, ela não popou-me nem um bocadinho. Depois da saída da piscina não deixou que o clima ficasse frio.
Mas depois de tudo terminar, ela voltou para a piscina à busca do livro que eu estava a ler, entregou-me e continuei a ler no seu próprio quarto. Minutos depois a campanhia tocava.
— Já volto, lindo. — Disse p'ra mim com um olhar de pedido a abraços de maiores.
Ela é incrível na cama, tal como escreve. Passaram-se minutos mas não regressava. Achei estranho.

Depois de alguns instantes voltou pro quarto, não sei o que fez. Foi em direcção ao seu guarda-fato, ficou por alguns segundos, sem dizer nada para mim, saiu novamente.
Não disse nada para ela. Continuei a ler. Mais minutos se passaram. Queria tomar um banho para sair de lá. A casa dela era enorme, se eu procurasse a casa de banho, com certeza que me perderia. Como apenas havia registrado na minha memória de onde eu vim, voltei pelo mesmo caminho para fora, p'ra puder chamá-la.

Quando consegui chegar na porta da entrada, os meus olhos se esforçavam a procurá-la sem eu andar por aí. Achei que talvez, mesmo ela vivendo sozinha, seria falta de respeito andar por aí de toalha.
Algum ser movente passou pelos meus olhos descuidadamente. Voltei a encaminhar os meu olhos para atrás p'ra puder certificar o que era.
Quando concentrei não acreditei no que vi. Não sabia o que fazer, não sabia o que estava a me sentir.

Voltei pro quarto dela. Sentei-me na cama, passei as duas mãos na cabeça escorregando-as paulatinamente até o rosto.
— ... é capaz de tudo. — Se refletiu dentro de mim.
Levantei e andei até por lugares onde não devia andar, mas felizmente consegui encontrar o banheiro.
Tomei um banho. Me sequei e voltei pro quarto.
— Drogas, a minha roupa está na piscina! — Disse. — E agora?! — Me questionei doque fazer. Mas a solução era ir p'ra lá.
Demorei mais um instante no seu quarto, ainda assim ela não vinha.
Alguma coisa na sua banca chamou-me atenção. Vi uma foto dela, dispida. Me aproximei. Não sei se era azar. Para além da foto, tinha o álbum todo, o portátil mini estava ligado. Fechei a porta para que quando ela viesse tinha que bater.

Peguei o ábum aí mesmo, comecei a ver as suas fotos excitantes. Como era linda demais. Só não entendia porque é que era solteira.
Sem terminar de ver as fotos no álbum, tirei o PC e levei-o até a cama. Sentado fui até à pasta imagens.
— Quê que é isso!? — Era outra coisa no computador min. Fotos tiradas por ela mesma toda nua. Fotos autografando seus livros e tantas outras. Enquanto movia o mouse para outras fotos, sem querer fui para os videos. Tentei sair da pasta, mas quando vi o rosto dela deitada na cama, como a imagem principal do vídeo, esqueci as fotos.
Eram muitos videos. Abri o video que me dei de vistas. Não estava acreditando. Era mesmo uma escritora louca. Estava se masturbando. Fechei logo o video. Abri um outro. Aí estava com um homem. Os videos estavam em partes parecendo que no seu quarto tinham quatro câmeras filmando.

Algo me veio na mente, quando olhei para os cantos do quarto, com susto deixei o seu PC cair. No seu quarto tinha quatro câmeras instaladas, todas apontando para a cama. Quer dizer que os homens com que ela se deitava, não sabiam que estavam a ser filmados.
Apanhei o PC, graças a Deus ainda estava ligado. Procurei em todos os videos e como já esperava também tinha o meu. Eliminei confirmando se havia ido na lixeira. Mas não foi.
Aí comecei a perceber do porquê do tamanho de sua casa, e o porquê que era solteira. Lá tinha videos de pessoas famosas, até de membros do governo, tudo estava lá. Com isso era muito fácil ela fazer chantagem a quem puder. E com certeza que fazia pelas coisas que ela tinha.

Pus na Área de trabalho e coloquei o PC aonde estava.
Saí do quarto para buscar a minha roupa e fugir daí. Não tinha a certeza, mas achei que ela já havia terminado de fazer o que estava a fazer aí fora. Pelo tempo, não acreditaria que o jovem com quem estava a fazer sexo tem o potencial de fazer por horas.
Estava certo. Eles já não estavam lá. Cheguei, vesti rapidamente. Olhei para a minha camisola sem botões, porque ela havia arrebentado... No chão tinha computador, uma muchila e a roupa do outro jovem. Tirei a camisola dele, me vesti. Quase a fugir, pensei rapidamente em algo que também podia me fazer mudar de vida. Revistei a muchila do jovem, encontrei um PC, disco duro externo, cabos Usb e pendrives.

Tirei apenas o disco duro e fui em passos azáfama, no quarto dela. Enviei pro disco duro tudo que era essencial, desde as suas fotos (todas), até os videos (todos). Retirei o disco duro e saí. Bem logo na porta, lá estavam eles dois prontos para entrar. Ela já havia desconfiado de mim. Eu estava a suar, tremendo com o disco duro na mão.
— Espera aí, essa camisola é minha!
Hey, você roubou o meu disco duro. — Disse o jovem enquanto a Escritora estava pasma.
— Cale a boca! — Me aproveitei daquele momento porque ela estava fraca.
— O que você fez? — Ela perguntou-me.
— Segredo é entre duas pessoas, agora mande esse babaca ir embora. — Ela dançou a minha música. Pediu que o jovem fosse embora.
— Oquê? Como fica as minhas coisas?
— Volte amanhã e ela dará-te tudo. Já agora tem uma bela camisola por aí. — Com medo do clima o jovem não hesitou. Foi.
— E agora? — Perguntou ela.
— Cúmplice na colaboração.
— Seja direito. O que tu queres?
— A metade de tudo ganhas.
— Estás a brincar?!
— Se é que tu não queres apodrecer na cadeia, ou morrer nas mãos dos políticos que dormistes com eles.
— Ok. Ok! — Colaborou.

Tudo ficou entre a gente. Guardei o disco pra mim e fiz mais outras cópias. Falei com o meu advogado para manter tudo em segurança, caso ela me matasse, ele poderia revelar. O meu advogado é o meu irmão, ele não é egoísta e por isso não se importou com isso.
Hoje vivo como ela vive, também sou um louco. Rico por ter visão.

Isso é que é vida. Comer e beber sem muito esforço.

ESSA ESCRITORA É LOUCA 1

04:00:00



















Não era a primeira vez que a gente se encontrava em sua casa. Umas duas, três... acho que era a quinta vez.
A gente se dava como se fossemos conhecidos de longa data. Talvez porque conversávamos muito pelo facebook.
Uma gata solteirona.

Neste dia eu estava em sua casa, a ler um livro seu, recentemente publicado. Ela já estava de férias no trabalho e tivera trancado a Faculdade.
Enquanto eu lia o seu livro, um romance de 110 páginas, vinha com mais um outro. Ela sabia que eu havia começado a ler em poucos minutos. Portanto estava longe de terminar.
Enquanto eu estava sentado bem no seu lugar de lazer, na piscina, com um copo de café tão delicioso, não tanto quanto as delícias de suas letras. Lia um romance que retratava a vida de uma velha vadia que ao invés de estar com os seus netos contando-lhes umas histórias como é comum pelas avós, ela procurava jovens para a sua satisfação sexual. Dava para todos quando quisesse dar. Que velha!
Chegou até em mim e disse:
— Como está indo esse prato?
— Bom demais. Sabe, cada obra sua que leio, me faz ser mais fanático de suas letras, mais admirador de ti.
— Óptimo! Que tal subistituir por um outro?
— Como assim? Não terminei ainda.
— Terminas pela semana. — Sorriu. Recebi a obra, apenas ainda em folhas A4. O título era “Frases para Maiores". Algo me bateu.
Tentei questioná-la mas já não estava lá.
Folhei até à página da primeira frase.
— Oh! que sacanagem! — Pensei parar. Mas aquele pequeno tempo que disponibilizei os meus olhos e a minha mente a lerem aquela frase, já havia me deixado anormal. Continuei.
De cada vez que eu lia aquelas frases, só me via na mente: Essa é a escritora do diabo. Não quis deixa-lo. Depois de ler tantas frases, já estava totalmente molhado.
— Foda-se oque farei? Molhei a calça. — Disse.
Senti a sombra de alguém. Quando me dispistei do livro de frases para maiores, olhei para o outro lado, lá vinha ela toda sexy e dispida.
Chegou em mim. Recebeu-me a sua obra, puxou-me para me levantar, rebentou os botões da minha camisola, tirei a calça... e nos mandamos para a piscina...
— O que você está fazendo? — Perguntei-a.
— O que você está fazendo! — Respondeu.
— Eu não estou a fazer nada!
— Cala a boca e põe.

Enquanto eu fazia aí mesmo na piscina em sua casa, notei que a história da velha vadia, era quase identica a sua realidade. Ou melhor, ela escreveu a sua própria profecia.
Com certeza que aquela obra de folhas A4, servia para excitar todos os homens que lá iam (já que ela era solteira).
Saímos da piscina, me leveu pro seu quarto acariciando... para não morrer.

Continue...

A AMIGA EXCITANTE SÓ PARA DIVERSÃO

03:46:00
Ela dançava com o vestido transparente e molhado (de óleo) feito uma louca. Os seus desejos eram imparáveis. Deixava a minha amiga dançar p'ra mim enquanto eu lá no bar observava o ser atraente que leva qualquer um (que procura ser perfeito) no mundo da imperfeição.

A minha amiga estava tensa e incontrolável. Almejava o pequeno tesouro perdido na lógica, e adoptou-me no seu mundo de desejo ardente. Ela sabia muito bem como sou ousado aquem o desejo não simplesmente desejava mas, o dependente vício carnal almejava.

Me arranca do bar, põe-me no salão ao alto som dançante e excitante que nem mais lembro o artista nem uma partezinha da música que levou-me a ocultar a timidez, e esquecer da parte lógica que eu acarreto.
Melhor amiga na diversão. Sim, diversão — é o que simplesmente aconteceu naquele salão.

QUANDO BATE UMA VONTADE DE DIZER VOLTA P'RA MIM, MEU BEM

03:43:00

O Meu corpo, meu templo, pertence apenas a um (que continua na minha imaginação). Um homem que já me amou, este mesmo homem que não sei se ainda o amo, se é apenas uma saudade qualquer.
Casa, trabalho e escola. Fim de semana um entretenimento, uma festa, uma noite... A minha vida é feita assim.
A minha casa enche de amigas que me fazem sorrir, às vezes, mas a falta do teu sorriso me entristece.

Das vezes que a gente ia para um lugar qualquer, um lugar distante de nossas residências, aquilo era uma aventura, meu ex-homem.
Às vezes bate uma vontade de pegar no meu telemóvel e ligar-te. Às vezes acho melhor não. Penso no teu novo relacionamento e se for p'ra tu seres feliz e eu triste, tudo óptimo, por isso não ligo.

De ti nada esqueço. Dos teus olhos fundos que concentravam o meu e logo não resistia. Das brigas que muitas vezes tivemos e como um casal incomum, ia terminar no banheiro.
Seu cheiro, seu corpo, seu músculo que adorava vê-lo dispido. Sinto saudades de tudo isso. Da chama que incendiava o nosso belo colchão, o meu belo colchão que também só virou solitário. Estamos solitários e por vezes bate uma vontade de dizer volta p'ra nós meu ex-homem.
Mas hoje estou decidada.
— Aló!
— Aló! — Acabei de ouvir uma voz femenina. Acho que ele já deve se casar.
— Desculpe foi um engano.
— Será?! Eu sou prima do Michael.
— Sério?!
— Sério! Estou dando o telemóvel p'ra ele.
— Aló!
— Oi Michael meu homem.
— Teu homem? A minha prima não disse p'ra ti? Já sou um homem casado...

MANDEI UM HOMEM PARA O INFERNO

08:37:00

Há muito tempo que eu já não aguentava a alta ignorância, arrogância e desprezo daquele homem. Vivo numa das províncias cá na minha terra natal. Uma pequena linda província que naqual existe um monte de leis que não fazem sentido a burra ignorância daquele homem. Eu o odeiava, e o ódeio ainda mais.

Num certo dia caminhava rumo a um bar para esquecer da briga que tivera com a minha maldita esposa. (Odeio essa vaca. Pensa que é sei lá quem. P'ra ela estou sempre errado, foda-se!).

Entrei num bar, perto mesmo de casa. Mesmo sendo perto de casa não deixei de jeito nenhum o meu carro. Estacionei-o no pequeno “park" do bar.
Já dentro do bar, como tenho sempre essa de ir lá. Cultivei bons amigos, só que nenhum deles estava lá.
— Barman, porfavor, uma ngala aqui. Aquela de sempre — disse.
— É p'ra já meu senhor. — Respondeu o barman.
Dei uns goles de leve, porque bebia paulatinamente.

Do nada apareceu umas imagens na minha memória de quando cheguei no bar. Saí fora para ter a prova de que era mesmo aquilo que me vinha na mente. Observei muito bem e não tinha dúvida nenhuma. — é barra!— disse lisongiado já com um pequeno enjou, tavez porque não tivera exagerado... Voltei ao bar e antes de me sentar fui ao banheiro. Logo ao voltar, bem antes de dar uma olhada onde estavam os consumidores, já ouvia voz gritando de raiva por todo bar, parece que a senhora chegava naquele momento.

— Ó barman, serve p'ra mim um copo, hoje eu vou beber. Homem é uma merda de todas as merdas que existe no planeta. — disse a senhora. Voltando para o meu lugar, concentrava a jovem que parecia frustrada. Em quanto ela bebeia e a minha mesa estava a sua atrás ela com a face em frente, eu não conseguia enxergar nem um bocadinho o seu rosto.

Concentrando ela, vinha sem olhar para a minha mesa, sem dar conta tropecei na cadeira, mas não fui p'ro chão. Aquele barulho pertubou todos, e consequentemente ela olhou para atrás...
— Victória!— disse assustado, raivoso num alto som. Por isso é que os meus olhos não saíam dela. A minha mente sabia que é um familiar. Era a minha mulher.
— Tony! — levantou-se e se meteu a correr. Fui atrás dela. Quase tentando sair do bar puxei-a.
— Como foi possível deixares as crianças e vires para cá se embebedar. — disse.
— Ai! E você! Você não deixou os miúdos em casa. Eu e os miúdos, para viver beber?!
— Tu, tu... — dei-lhe uma bofetada. Ela não hesitou. Se revoltou tentando voltar para mim. Não funcionou e começou um grande escândalo no bar. Eu e a minha mulher lutando no bar.
— Não façam isso. Acodem, acodem! — gritava o barman.
— Deixam eles. Casal sem vergonha. — disse um outro homem cujo o seu rosto não vi. Sem mais demora os consumidores que lá estavam, partiram para o meio e infelizmente conseguiram parar a briga.
Não gostei nem um bocadinho, queria que ela apanhasse ainda mais...
— Parou porquê, casal sem vergonha!? — O mesmo sujeito repetiu... Dessa vez consegui captar o seu rosto... Era o cabrão daquele homem, arrogante, ignorante. A victória saiu logo daí, correndo.
— Ó homem, seu mal educado, arrogante filho da mãe. — cheguei mais perto dele e apontando o dedo indicador dizendo : — Você me paga, você me paga, seu filho da besta!
— Você vai continuando me odeiando filho da puta, mas nunca me verás a bater nem minha nem porra nenhuma de mulher na rua.
— disse o homem. Parti logo p'ra cima dele. Mais uma briga no bar, e essa pareceu mais séria ainda.
O homem correu p'ra outra mesa pegou no copo de um casal e lançou logo p'ra mim, atingindo à minha testa e... fiquei a verter muito sangue. O homem correu p'ra fora em direcção ao seu carro. Abriu rapidamente a porta e entrou.
Antes que ele ligasse o carro tirei rápido o meu telemóvel e fiz uma ligeira ligação.
— Está tudo feito?!

— Feito, meu senhor. — concordou o meu cúmplice. O homem ligou o carro e... só havia fogo no park do bar. Mais dois carros foram atingidos. Peguei o meu carro e saí logo daí rumo a um hospital. Satisfeito por tirar um cão ignorante deste mundo e o mandar para o inferno.

ALGUÉM CHAMOU POR MIM ENQUANTO CHUVIA

08:21:00

Terras molhadas, quase desabadas. Lá chuvia e muito chuvia. Sem capa de chuva, sem guarda chuva, sem qualquer protector, sem nada. Eu vinha caminhando apanhando toda aquela chuva. Ouvi uma voz suavemente chamando por mim. Naquela enorme chuva sem trovoadas, quem seria? Contudo não hesitei e olhei para trás, era uma bela criatura do divino Deus.
Fazia-me o sinal pela janela de seu carro perguntando se eu estaria louco. Porém, eu me perguntava o porquê. Quando olhei para todos os lados, era o único caminhando debaixo daquela chuva.
Fez-me o sinal para eu ir até ela. Fui. Pediu que eu entrasse em seu carro, tentei hesitar, pois estava todo molhado. Implorou olhando nos meus olhos, por isso não resisti. Vivia muito distante daí. Levou-me em sua casa para quando a chuva parar, eu ir.
Não podia ficar com aquela roupa. Tirei-a, ofereceu-me uma toalha e estendi a minha roupa molhada.

Nossa! Ela tinha uma casa bastante grande naqual acomodava-se sozinha. Tomei um banho, não havia vestementa para me vestir. Tive que ficar de toalha em quanto esperava a minha roupa secar. Fiquei em seu quarto, enquanto ela tomava seu banho.
Como ela era linda demais. Estava com o seu álbum de fotos sem permissão dela, sentado em sua cama. A sua beleza espanta qualquer um homem. Ouvi barulho de alguém abrindo a porta mas não liguei, continuei olhando para as suas fotos.

Depois de alguns instantes levantei o meu rosto sorridente pelo efeito de sua beleza. Soltei uma gargalhada, apanhei um susto e ela o mesmo. Nem um de nós sabia que um estava no quarto. Talvez ela entrara quando ouvi aquele barulho mas não liguei. Fechei logo os olhos porque ela estava dispida. Pediu que eu saísse do quarto mesmo de toalha.
Levantei-me mesmo com as mãos no rosto, fui em direcção a porta para puder abrí-la, só que ela tivera fechado. Enquanto ela abria, pediu-me que eu continuasse com os olhos vendados porque a toalha dela estava muito distante e ela queria que eu saísse logo daí. Estava dispida. Em um descuido, a minha toalha foi pro chão. O que faria? Ela havia notado. Nos entreolhamos, cansou-se de abrir a porta e botou-se logo para os meus braços. Não resisti aqueles olhares de desejo. Começamos a nos beijar, fomos para a cama, era tão doce os seus lábios.

Fizemos amor com o barulho daquela enorme chuva que dava o clima ardente. Depois de tudo, pegamos o sono. Ela nos meus braços. Quando acordei, ela já não estava mais lá. Fui na janela espreitar, ainda caía gotas de água que a grande chuva acabara de deixar. Olhei bem para o quarto e não acreditei. Estava no meu próprio quarto. Tudo isso não passou de um sonho enquanto chuvia. Dei um sorriso e me atirei na cama. Voltei a dormir novamente. Quem sabe teria mais um.

 
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