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ISOLANDO-ME

18:48:00

Fiz do meu quarto o meu mercúrio, o meu planeta mercúrio
O mundo afora é um júpter, é tão extenso que só oiço o seu murmúrio
Pareço-me tão só no mercúrio, mas de tanto feliz não me julga solitário
Não me julga não, pois, mesmo não fazendo parte de júpter, com ele sou solidário
                                                                               
Se eu saia do meu mercúrio? Talvez estranho
Pois só o único culpado por ter-me solitário e colado no mercúrio com estanho
Vibro-me de tão feliz, eu que sou eu mesmo em verdade
Enquanto o mundo minta-se eu desdenho a sua realidade

Todavia, por vezes choro quanto as bagunças sem pejo
O que o júpter oferece para as crianças? Não sabeis o meu almejo
Não sabeis o quanto desejo nem sabeis o meu medo

Elas tão inocentes e o júpter dando-lhes à mágoa ó credo (...)!

MEU QUERIDO AMIGO

18:46:00

Tu és um amigo, amigo, tu és meu amigo
Há alguma comparação que eu possa fazer?
Se houvesse colocaria-te em perigo
Mas só penso no futuro com prazer

Hei-de ser a mesma quando ires para o outro lado do país?
Tenho tanto medo de perder-te como amigo, tanto mesmo
que nem mais quero viver o amanhã e não é ser chorona como a Araújo, a Taís
É que é mesmo tão confuso esperar o futuro com prazer e noutrora não o querer ao esmo

Ainda com medo do futuro, amigo, quero o presente como o último tempo, pode calhar
Quero vive-lo só contigo e bem pertinho

Por mim não quero mais o futuro porque acabaram-lhe de emporcalhar.


DESABAFO

18:44:00
Eu sou o que vêem que sou, todo meio imperfeito
Eu sou, à verdade e a mais pura medonha verdade  que sentir outrem negaria
Eu sou o sentimento mais íntimo e tão original para o ser desfeito
Eu sou muito mais para mim mesmo, tão egoísta e ela nunca ficaria

Eu que pouco falo e tão logo me calo
Eu calo mesmo muito antes que falo
Eu não me considero um mero psicopata oh mundo!
Eu que não me dou com o mundo bruto, sujo desconhecedor da beleza do quimbundo

Eu nem canto, nem mais clamo porque o mundo julga-me condenado
Eu morri desde que nasci, afinal que importância carrego num mundo sem pejo?
Eu não me reconheço no que tanto afirmam e sobre mim no seu cérebro têm armazenado

Eu não me ouço exteriormente, na verdade, tenho um grito mudo
Eu me escondo da tua cidade em luxo, eu tenho nada ao invés de tudo.


 
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